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“Quando há um desequilíbrio emocional, uma
a carência, uma ferida que não foi cicatrizada, geralmente,
trazemos para o organismo esse desequilíbrio. Mente, corpo
e alma estão integrados e essa é a forma de dizermos
a nós mesmos que algo não vai bem. Se continuamos
a não perceber isso, a doença se instala”.
BEM
ESTAR EMOCIONAL VERSUS SAÚDE
No
fim dos anos 80, surgiu um movimento mundial que ficou conhecido
como slow food. A idéia, claro, era combater o fast food,
aquelas comidas de preparo rápido e que, em geral, tem
menor qualidade nutricional. Aos poucos, o movimento cresceu e,
hoje, a proposta é não apenas comer bem e devagar,
como também desacelerar em tudo.
Trabalhar um pouco mais devagar pode ser mais produtivo e resultar
em mais qualidade. Gastar um pouco mais de tempo na conversa com
os amigos ou com a família significa ter mais prazer. Fazer
algo que você gosta, no seu ritmo, sem pressa e sem competição,
pode ajudar a melhorar o seu bem-estar.
O que esse movimento mostra, e os médicos já sabem
há muito tempo, é que quando fazemos tudo muito
depressa, por obrigação, sem prazer, nos tornamos
estressados, e podemos ficar mais suscetíveis as doenças.
Isso acontece porque a correria e a preocupação
com a falta de tempo fazem com que as relações com
a vida e com os outros sejam menos prazerosas e profundas. Desse
modo, perdemos a consciência daquilo que nos cerca e do
que realmente sentimos. Nesse momento, se não tomarmos
cuidado, podemos desenvolver uma doença orgânica
decorrente dos sentimentos que nos fazem sofrer, processo conhecido
como somatização.
Por isso, muitas vezes, é difícil curar um problema,
se a verdadeira causa - a fragilidade emocional – não
é combatida. Pensando nos clientes que tem esse problema
a psicoterapia da suporte de tratamento emocional.Auto ajuda psicológica
com conhecimento do eu com meu mundo interno. Foram identificados
pacientes jovens, com menos de 40 anos, que não estavam
conseguindo a cura dos seus males, mesmo consultando diversos
médicos especialistas e repetindo o tratamento várias
vezes. Não raro , a doença física crônica
vinha acompanhada de problemas emocionais, como depressão,
ansiedade e estresse.
Bem-estar
emocional
“Quando há um desequilíbrio emocional, uma
carência, uma ferida que não foi cicatrizada, geralmente,
trazemos para o organismo esse desequilíbrio. Mente, corpo
e sentimentos estão integrados e essa é a forma
de dizermos a nós mesmos que algo não vai bem. Se
continuamos a não perceber isso, a doença pode se
instalar”.
“Foram quatro meses de sessões de psicoterapia, além
de algumas sessões de arte-terapia, de terapia familiar
e atendimento psiquiátrico, para aqueles com problemas
mais sérios”. Na terapia, os clientes eram estimulados
a olhar um pouco mais para si mesmos, para sua história
de vida, seus relacionamentos com a família e os amigos,
as dores emocionais do passado que não foram bem resolvidas
e o comportamento presente. O resultado, para a maioria deles,
foi surpreendente.
“O paciente percebeu que vivia com o pé no acelerador,
me irritava com as pessoas e estourava facilmente com todo mundo,
até com minha mulher, o que já estava atrapalhando
o clima em casa. Vivendo assim, piorava muito um problema que
tenho desde a infância, que é a insônia”,
conta o paciente.
Durante o tratamento sua insônia melhorou 90%. Alem disso,
a terapia familiar ajudou a melhorar o relacionamento com a esposa
e, no trabalho, além de estar pisando um pouquinho mais
no freio – a exemplo dos adeptos dos movimentos do slow
food – ele também se contém e não “estoura”
mais com as pessoas. “É preciso me policiar, porque
tenho a tendência a fazer isso, mas meu comportamento já
mudou um pouco e me sinto bem melhor”, revela.
“Fazíamos sessões com uma psicóloga
e cada um explicava qual era o seu problema, como se sentia”.
A paciente, que estava obesa e, quando começou a terapia
já fazia tratamento com um endocrinologista, também
sentiu que o acompanhamento psicológico a ajudou a deixar
de reter coisas do passado que a atrapalhavam.
“Eu guardava algumas mágoas que não conseguia
falar nem para mim mesma, tinha péssima auto-estima e já
estava ficando desesperada. Cheguei a me preparar para fazer a
cirurgia de redução do estômago, mas não
percebia que meu problema tinha origem emocional. Na terapia,
um dos objetivos era parar para pensar nas coisas que estavam
acontecendo na nossa vida naquele momento e naquilo que já
havíamos passado, como lidamos com nossos desequilíbrios
emocionais. Percebi que foi o lado emocional que me levou a engordar”,
diz Débora, que já emagreceu 20 quilos e hoje se
sente muito mais estimulada para sair de casa com o filho, brincar
com ele e se considera muito mais “serena e tranqüila”.
AS APARÊNCIAS PODEM ENGANAR
A
paciente diz: que nem sempre quem tem problemas emocionais está
visivelmente infeliz ou deprimido. E esse é o problema.
A pessoa aparentemente está bem, mas no fundo, te um problema.
“Uma pessoa otimista, expansiva, alegre, tem muitos amigos
é bem humorada. Nunca pensou que pudesse estar deprimida,
mas estava”, conta. “Às vezes, ainda sinto
os efeitos dessa depressão, mas agora já sei o que
está acontecendo e sei como posso melhorar”.
Na psicoterapia fica claro para o paciente que, para ter uma boa
saúde emocional sempre e pra não ficar vulnerável
às doenças, é ter consciência dos próprios
sentimentos, das coisas ruins e boas que sentimos em relação
á vida e às outras pessoas, e não ter vergonha
de falar sobre elas, nem de procurar ajuda. É importante
também procurarmos coisas que nos fazem bem, os pequenos
prazeres do cotidiano, como uma atividade física ou uma
sessão de cinema com um amigo. Quando algum sintoma aparece,
também é bom pensar o que está acontecendo
naquele momento. Um resfriado pode ser apenas resultado do banho
de chuva do dia anterior, mas se ele se repete com freqüência,
especialmente em momentos críticos da vida, pode indicar
algo mais. Nesses casos, o ideal é, procurar um tratamento
psicológico.
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