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PSICOLOGIA

por:

Dra. Silvia Sabino

  “Quando há um desequilíbrio emocional, uma a carência, uma ferida que não foi cicatrizada, geralmente, trazemos para o organismo esse desequilíbrio. Mente, corpo e alma estão integrados e essa é a forma de dizermos a nós mesmos que algo não vai bem. Se continuamos a não perceber isso, a doença se instala”.

BEM ESTAR EMOCIONAL VERSUS SAÚDE

No fim dos anos 80, surgiu um movimento mundial que ficou conhecido como slow food. A idéia, claro, era combater o fast food, aquelas comidas de preparo rápido e que, em geral, tem menor qualidade nutricional. Aos poucos, o movimento cresceu e, hoje, a proposta é não apenas comer bem e devagar, como também desacelerar em tudo.
Trabalhar um pouco mais devagar pode ser mais produtivo e resultar em mais qualidade. Gastar um pouco mais de tempo na conversa com os amigos ou com a família significa ter mais prazer. Fazer algo que você gosta, no seu ritmo, sem pressa e sem competição, pode ajudar a melhorar o seu bem-estar.
O que esse movimento mostra, e os médicos já sabem há muito tempo, é que quando fazemos tudo muito depressa, por obrigação, sem prazer, nos tornamos estressados, e podemos ficar mais suscetíveis as doenças. Isso acontece porque a correria e a preocupação com a falta de tempo fazem com que as relações com a vida e com os outros sejam menos prazerosas e profundas. Desse modo, perdemos a consciência daquilo que nos cerca e do que realmente sentimos. Nesse momento, se não tomarmos cuidado, podemos desenvolver uma doença orgânica decorrente dos sentimentos que nos fazem sofrer, processo conhecido como somatização.
Por isso, muitas vezes, é difícil curar um problema, se a verdadeira causa - a fragilidade emocional – não é combatida. Pensando nos clientes que tem esse problema a psicoterapia da suporte de tratamento emocional.Auto ajuda psicológica com conhecimento do eu com meu mundo interno. Foram identificados pacientes jovens, com menos de 40 anos, que não estavam conseguindo a cura dos seus males, mesmo consultando diversos médicos especialistas e repetindo o tratamento várias vezes. Não raro , a doença física crônica vinha acompanhada de problemas emocionais, como depressão, ansiedade e estresse.

Bem-estar emocional
“Quando há um desequilíbrio emocional, uma carência, uma ferida que não foi cicatrizada, geralmente, trazemos para o organismo esse desequilíbrio. Mente, corpo e sentimentos estão integrados e essa é a forma de dizermos a nós mesmos que algo não vai bem. Se continuamos a não perceber isso, a doença pode se instalar”.
“Foram quatro meses de sessões de psicoterapia, além de algumas sessões de arte-terapia, de terapia familiar e atendimento psiquiátrico, para aqueles com problemas mais sérios”. Na terapia, os clientes eram estimulados a olhar um pouco mais para si mesmos, para sua história de vida, seus relacionamentos com a família e os amigos, as dores emocionais do passado que não foram bem resolvidas e o comportamento presente. O resultado, para a maioria deles, foi surpreendente.
“O paciente percebeu que vivia com o pé no acelerador, me irritava com as pessoas e estourava facilmente com todo mundo, até com minha mulher, o que já estava atrapalhando o clima em casa. Vivendo assim, piorava muito um problema que tenho desde a infância, que é a insônia”, conta o paciente.
Durante o tratamento sua insônia melhorou 90%. Alem disso, a terapia familiar ajudou a melhorar o relacionamento com a esposa e, no trabalho, além de estar pisando um pouquinho mais no freio – a exemplo dos adeptos dos movimentos do slow food – ele também se contém e não “estoura” mais com as pessoas. “É preciso me policiar, porque tenho a tendência a fazer isso, mas meu comportamento já mudou um pouco e me sinto bem melhor”, revela.
“Fazíamos sessões com uma psicóloga e cada um explicava qual era o seu problema, como se sentia”.
A paciente, que estava obesa e, quando começou a terapia já fazia tratamento com um endocrinologista, também sentiu que o acompanhamento psicológico a ajudou a deixar de reter coisas do passado que a atrapalhavam.
“Eu guardava algumas mágoas que não conseguia falar nem para mim mesma, tinha péssima auto-estima e já estava ficando desesperada. Cheguei a me preparar para fazer a cirurgia de redução do estômago, mas não percebia que meu problema tinha origem emocional. Na terapia, um dos objetivos era parar para pensar nas coisas que estavam acontecendo na nossa vida naquele momento e naquilo que já havíamos passado, como lidamos com nossos desequilíbrios emocionais. Percebi que foi o lado emocional que me levou a engordar”, diz Débora, que já emagreceu 20 quilos e hoje se sente muito mais estimulada para sair de casa com o filho, brincar com ele e se considera muito mais “serena e tranqüila”.


AS APARÊNCIAS PODEM ENGANAR

A paciente diz: que nem sempre quem tem problemas emocionais está visivelmente infeliz ou deprimido. E esse é o problema. A pessoa aparentemente está bem, mas no fundo, te um problema. “Uma pessoa otimista, expansiva, alegre, tem muitos amigos é bem humorada. Nunca pensou que pudesse estar deprimida, mas estava”, conta. “Às vezes, ainda sinto os efeitos dessa depressão, mas agora já sei o que está acontecendo e sei como posso melhorar”.
Na psicoterapia fica claro para o paciente que, para ter uma boa saúde emocional sempre e pra não ficar vulnerável às doenças, é ter consciência dos próprios sentimentos, das coisas ruins e boas que sentimos em relação á vida e às outras pessoas, e não ter vergonha de falar sobre elas, nem de procurar ajuda. É importante também procurarmos coisas que nos fazem bem, os pequenos prazeres do cotidiano, como uma atividade física ou uma sessão de cinema com um amigo. Quando algum sintoma aparece, também é bom pensar o que está acontecendo naquele momento. Um resfriado pode ser apenas resultado do banho de chuva do dia anterior, mas se ele se repete com freqüência, especialmente em momentos críticos da vida, pode indicar algo mais. Nesses casos, o ideal é, procurar um tratamento psicológico.

 
 
 
 
 
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